Um bom checklist de SEO on-page cobre seis blocos: título e meta description, headings e estrutura, conteúdo e intenção, imagens, links internos e dados estruturados. Cada item tem um limite objetivo — o título, por exemplo, deve ficar abaixo de 65 caracteres para não truncar no resultado de busca.

Título e meta description

O título (title tag) é o fator on-page mais visível e o que mais afeta o CTR. Ele deve ter a palavra-chave no início, ficar abaixo de 65 caracteres para não truncar no resultado e, idealmente, incluir um número ou um diferencial. A meta description não é fator de ranqueamento direto, mas influencia o clique: 120 a 155 caracteres, com a busca do usuário e um chamado à ação.

  • Keyword no início do título — o Google e o usuário leem da esquerda.
  • Máximo 65 caracteres — acima disso trunca e derruba o CTR.
  • Um título por página — nunca repetir o mesmo em páginas diferentes.
  • Meta description com CTA — 120 a 155 caracteres, com a busca-alvo.
  • Sem keyword stuffing — repetir a palavra várias vezes parece spam.

Um detalhe que passa despercebido: o título aparece duas vezes no HTML, na tag title e no og:title. Os dois precisam estar alinhados, senão o preview social mostra um texto e a busca, outro.

Headings e estrutura

Os headings (H1, H2, H3) organizam o conteúdo para o leitor e para o Google. Uma hierarquia clara ajuda a entender a estrutura da página e favorece a extração por resumos de IA.

Cada página deve ter um único H1, e os H2 devem funcionar como perguntas ou subtemas que ranqueiam sozinhos. O Google usa cabeçalhos como sinal de contexto e frequentemente extrai um H2 bem formulado como resposta direta. Um H2 que é uma pergunta completa — "Quanto custa X?" — tem mais chance de aparecer em "As pessoas também perguntam" e nos resumos de IA que um H2 genérico como "Preços".

  • Um H1 por página — com a keyword principal, no topo.
  • H2 como subtemas ou perguntas — cada um capaz de ranquear isolado.
  • Hierarquia sem pular níveis — H3 dentro de H2, não solto.
  • Índice com âncoras em conteúdo longo — melhora navegação e gera sitelinks.

Conteúdo e intenção

On-page não é só técnica: o conteúdo precisa responder à intenção de busca melhor que os concorrentes. Sem isso, o resto não sustenta.

A resposta direta à busca deve aparecer nas primeiras 40 a 60 palavras da página. Esse bloco inicial é o que o leitor lê primeiro e o que os resumos de IA do Google e o ChatGPT extraem como resposta. Começar com contexto histórico ou introdução genérica desperdiça a posição mais valiosa da página e reduz a chance de ser citado por mecanismos generativos.

  • Resposta direta no início — 40 a 60 palavras que resolvem a busca.
  • Cobertura completa do tema — subtemas e perguntas relacionadas.
  • Dados com fonte — número verificável vale mais que afirmação vaga.
  • Frases curtas — 12 a 18 palavras, parágrafos de 3 a 4 frases.
  • Autoria visível — quem escreveu e com que credencial.

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Imagens

Imagem pesada é a causa mais comum de LCP ruim, e LCP acima de 2 segundos afasta usuário e prejudica o ranqueamento. Toda imagem deve ser servida em formato moderno (WebP), comprimida e com dimensões próximas ao tamanho de exibição. No próprio site da Eleva, a conversão de PNG para WebP reduziu o peso das imagens de 85 MB para menos de 3 MB — o tipo de ganho que move o LCP diretamente.

  • Formato WebP — reduz até 97% frente a PNG sem perda visível (logo em lossless).
  • Alt text descritivo — descreve a imagem, ajuda acessibilidade e SEO de imagem.
  • Dimensões declaradas — width e height reais evitam deslocamento de layout (CLS).
  • Lazy loading — imagens abaixo da dobra carregam sob demanda.
  • Nome de arquivo com keyword — o Google lê o nome do arquivo.

Links internos distribuem autoridade e ajudam o Google a entender a importância relativa das páginas. É um dos itens de maior retorno e menor esforço.

Toda página nova deve receber ao menos dois ou três links internos já na publicação, com texto âncora variado. Página sem link apontando para ela é órfã e demora muito mais a ser indexada. O texto âncora deve descrever o destino de forma natural — repetir exatamente a mesma palavra-chave em todos os links parece manipulação e perde efeito. Variar entre a keyword, uma variação e um termo descritivo é o padrão saudável.

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Dados estruturados (schema)

Checklist on-page — resumo
BlocoItem-chaveLimite / meta
TítuloKeyword no inícioAbaixo de 65 caracteres
Meta descriptionBusca + CTA120 a 155 caracteres
HeadingsUm H1, H2 como perguntasHierarquia sem pular nível
ConteúdoResposta direta no início40 a 60 palavras
ImagensWebP comprimidoLCP abaixo de 2 s
Links internosÂncora variadaMínimo 2 a 3 por página

Compilado das diretrizes do Google Search Central e de Core Web Vitals (web.dev, 2026).

Schema é um código que descreve o conteúdo para o Google em linguagem que ele entende sem ambiguidade. Não é fator de ranqueamento direto, mas habilita resultados enriquecidos e ajuda a IA a interpretar a página.

  • Article — em posts de blog, com autor, data e imagem.
  • FAQPage — em páginas com perguntas e respostas, gera destaque na busca.
  • BreadcrumbList — mostra o caminho de navegação no resultado.
  • LocalBusiness ou ProfessionalService — para negócio local.
  • Validar no Rich Results Test — antes de publicar, sempre.

Schema mal formado é pior que schema ausente: o Google ignora e pode desconfiar da página. Por isso vale validar cada tipo antes de publicar, no teste de resultados enriquecidos do próprio Google.

Fontes e referências

Os dados, normas e faixas citados neste artigo vêm das fontes abaixo. Recomendamos consultar diretamente antes de tomar decisão que dependa deles, já que normas e valores de mercado mudam.

  • Documentação de Core Web Vitals do Google (web.dev) — Métricas oficiais de experiência de página: LCP, INP e CLS, com os limites considerados bons. consultar
  • Google Search Central — fatores de ranqueamento — Orientações oficiais do Google sobre conteúdo útil, E-E-A-T e experiência de página. consultar
  • Levantamentos de SEO 2026 — Compilado de estudos sobre velocidade, abandono de página e janela de dados do Search Console.

📖 Continue lendo: entender o SEO técnico que sustenta o on-page

Perguntas frequentes

É o conjunto de otimizações feitas dentro da própria página para melhorar o ranqueamento: título, headings, conteúdo, imagens, links internos e dados estruturados. Diferente do off-page (links externos), o on-page está inteiramente sob seu controle.
Abaixo de 65 caracteres, com a palavra-chave no início. Acima disso o Google trunca o título no resultado, o que derruba o CTR. Se o site adiciona o nome da marca ao final, o conteúdo do título precisa caber no espaço restante.
Uma principal, com variações naturais e termos relacionados. Repetir a mesma palavra várias vezes (keyword stuffing) é contraproducente — o Google entende sinônimos e contexto, e a repetição forçada parece spam. Escreva para o leitor, não para o algoritmo.
Não em todas, mas onde couber: Article em posts, FAQPage em páginas com perguntas, LocalBusiness para negócio local. Schema não ranqueia diretamente, mas habilita resultados enriquecidos. Valide sempre no Rich Results Test — schema mal formado é pior que ausente.
Ajuda em duas frentes: acessibilidade (leitores de tela) e SEO de imagem (o Google entende o conteúdo da imagem pelo alt). Deve descrever a imagem de forma natural, não empilhar palavras-chave. Também é o texto exibido se a imagem não carregar.
Rodando cada página contra o checklist: título no limite, H1 único, resposta direta no início, imagens leves em WebP, links internos com âncora variada e schema validado. Ferramentas de auditoria automatizam parte disso, mas a revisão item a item pega o que elas não veem.
Revisado por: Equipe Eleva Digital — Especialistas em SEO e Otimização para Mecanismos de Busca, atendendo empresas de São Paulo e Grande SP.
Última atualização: julho de 2026.