O piso realista de mídia para uma clínica em São Paulo é de R$ 1.500 a R$ 3.500 por mês, sem contar o fee de gestão. O custo por paciente varia de R$ 25 a R$ 180 conforme a especialidade — e subiu cerca de 12% em 2026 com o repasse de impostos das plataformas.

O piso de investimento em mídia

O piso realista de mídia para uma clínica local que quer aumentar agendamentos é de R$ 1.500 a R$ 3.500 mensais. Levantamentos de mercado de 2026 apontam que, abaixo dessa faixa, o algoritmo não coleta dados suficientes para otimizar e o custo por agendamento fica alto e instável. O valor pressupõe recorte geográfico delimitado e foco em procedimentos específicos.

Investir menos não é economizar — é pagar mais caro por paciente. Com verba baixa, a campanha fica presa na fase de aprendizado, testando públicos sem nunca acumular conversão suficiente para o algoritmo identificar o padrão de quem agenda.

Para clínica em início, o caminho é concentrar em vez de reduzir. Uma especialidade, uma região, um procedimento âncora. R$ 1.500 bem focados rendem mais que R$ 3.000 espalhados por cinco frentes.

Custo por paciente varia muito por especialidade

O custo por aquisição em saúde vai de R$ 25 a R$ 180 dependendo da especialidade. Dados de mercado de 2026 apontam Cirurgia Plástica entre R$ 80 e R$ 180, Ortopedia entre R$ 35 e R$ 70 e Ginecologia entre R$ 30 e R$ 60. As estimativas assumem conversão de 15% a 20% de clique para lead e de 40% a 50% de lead para consulta agendada. O CPL saudável fica entre R$ 25 e R$ 120.

Custo por aquisição por especialidade — referência 2026
EspecialidadeCPA estimadoObservação
Cirurgia PlásticaR$ 80 – R$ 180Ticket alto, leilão muito disputado
OrtopediaR$ 35 – R$ 70Demanda constante, concorrência média
GinecologiaR$ 30 – R$ 60Busca recorrente, custo mais estável
CPL saudável (geral)R$ 25 – R$ 120Antes da conversão em agendamento
Piso de mídia mensalR$ 1.500 – R$ 3.500Sem o fee de gestão

Compilado de levantamentos públicos de mercado (Agência Kaizen, HBA Marketing e Odonto Results, 2026). Valores de referência — não são tabela de preços da Eleva Digital.

O que define a faixa não é a complexidade da campanha, e sim o valor do procedimento e a densidade de anunciantes. Especialidade de ticket alto atrai mais concorrência, o leilão sobe, e o CPA acompanha.

A pergunta certa não é se o CPA está caro em termos absolutos, e sim qual a proporção entre ele e o valor do paciente ao longo do relacionamento. Uma clínica de ortodontia com tratamento longo suporta CPA muito maior que uma de consulta avulsa.

Fee de gestão não é verba de mídia

Fee de gestão e verba de mídia são dois orçamentos separados. O fee remunera o trabalho da agência — estratégia, criação, configuração e otimização. A verba de mídia vai direto para Google e Meta. Uma proposta de R$ 2.500 de fee com R$ 3.000 de mídia significa R$ 5.500 de desembolso mensal, e confundir as duas linhas é a origem da maior parte das frustrações em contratos de clínica.

Exija a separação explícita na proposta. Sem ela, não há como avaliar nem o custo do serviço nem a eficiência da campanha — você não consegue saber se o CPA está bom porque não sabe quanto efetivamente foi para mídia.

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O que mudou com o imposto de 2026

Desde 1º de janeiro de 2026, a Meta repassa aos anunciantes brasileiros cerca de 12,15% em impostos que antes absorvia. A composição inclui PIS/COFINS de até 9,25% e ISS de aproximadamente 2,9%. CBS (0,9%) e IBS (0,1%) aparecem na fatura apenas para teste em 2026. O Google Ads deve repassar custos equivalentes de forma progressiva.

O impacto direto: quem investia R$ 3.000 passa a desembolsar cerca de R$ 3.365 pela mesma entrega. Um CPA de R$ 60 vira aproximadamente R$ 67 sem que a campanha tenha piorado.

A reação intuitiva é cortar verba, e ela piora o quadro. Menos orçamento significa menos dados, otimização pior e custo unitário maior. O caminho é atacar a conversão pós-clique, onde ainda há folga — especialmente o tempo de resposta ao paciente.

A curva dos primeiros 90 dias

O custo por agendamento no primeiro mês costuma ser até duas vezes maior que o valor estabilizado. O algoritmo está em aprendizado: testa públicos amplos, ainda não identificou quem converte e desperdiça impressão. A partir do segundo mês, com otimização em curso, o custo cai e o volume sobe.

Por isso avaliar campanha de saúde em 30 dias é medir no pior ponto da curva. O horizonte honesto é 90 dias — 30 de aprendizado, 30 de ajuste, 30 de operação estável. Quem promete número consolidado em um mês está vendendo expectativa.

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Quando ainda não vale investir

Existe cenário em que contratar tráfego pago antecipa um problema em vez de resolver. Ser honesto sobre isso evita contrato frustrado.

  • Agenda já cheia — mais lead não vira mais receita, vira lista de espera e paciente insatisfeito.
  • Sem quem responda em minutos — o lead esfria e a verba se perde depois do clique.
  • Site sem os requisitos do Google — a campanha nem roda; corrigir isso vem antes.
  • Verba abaixo de R$ 1.500 — não sai da fase de aprendizado.
  • Sem clareza do valor do paciente — impossível saber quanto se pode pagar para conquistá-lo.

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Perguntas frequentes

O piso realista de mídia é de R$ 1.500 a R$ 3.500 mensais para clínica local, segundo levantamentos de 2026. Abaixo disso o algoritmo não reúne dados suficientes para otimizar. Esse valor é apenas mídia — o fee de gestão é orçamento separado.
De R$ 25 a R$ 180 conforme a especialidade. Cirurgia Plástica fica entre R$ 80 e R$ 180, Ortopedia entre R$ 35 e R$ 70 e Ginecologia entre R$ 30 e R$ 60. O que define a faixa é o valor do procedimento e a concorrência no leilão.
Não. São orçamentos separados: o fee remunera a agência e a verba de mídia vai direto para Google e Meta. Exija que a proposta separe as duas linhas — sem isso não dá para avaliar a eficiência real da campanha.
Não, mas encarece cerca de 12%. Quem investia R$ 3.000 passa a desembolsar aproximadamente R$ 3.365 pela mesma entrega. Cortar verba como reação piora o resultado, porque reduz dados e eleva o custo unitário.
Porque o algoritmo está em fase de aprendizado e ainda não sabe quem converte. O custo por agendamento no primeiro mês chega ao dobro do estabilizado. A partir do segundo mês ele cai — por isso o horizonte honesto de avaliação é de 90 dias.
Revisado por: Equipe Eleva Digital — Especialistas em Tráfego Pago para Clínicas e Consultórios, atendendo empresas de São Paulo e Grande SP.
Última atualização: julho de 2026.
Sobre os valores citados: as faixas apresentadas são referências públicas de mercado, compiladas de levantamentos de terceiros. Não representam a tabela de preços da Eleva Digital, que define investimento por escopo após diagnóstico.