A Resolução CFM nº 2.336/2023 reconheceu o ambiente digital como canal legítimo de comunicação médica. Ela permite anúncio pago, conteúdo educativo, currículo e captação de contato. O que segue vedado é garantir resultado, comparar-se a outros profissionais e usar linguagem comercial excessiva.
O que a Resolução CFM 2.336/2023 mudou
A Resolução CFM nº 2.336/2023 foi a primeira norma do conselho a reconhecer expressamente o ambiente digital como canal legítimo de comunicação médica. Antes dela, a insegurança sobre o que podia ser publicado mantinha boa parte dos consultórios fora das plataformas. A resolução não liberou tudo, mas deixou claro que o problema nunca foi o canal, e sim a forma da mensagem.
Essa distinção é a chave para entender a norma. Não existe proibição de anunciar no Google ou no Instagram. Existe um padrão de conduta sobre como comunicar, que vale igualmente para a placa do consultório e para o anúncio patrocinado.
O efeito prático em São Paulo é visível: as clínicas que entenderam isso primeiro ocuparam o espaço enquanto a maioria ainda debatia se podia. Em mercado com essa concentração de especialistas, chegar antes na busca vale muito.
O que é permitido anunciar
A resolução autoriza um conjunto amplo de conteúdos, desde que a comunicação seja informativa e não mercantilize o ato médico.
- Currículo e especialização do profissional, com formação e títulos.
- Procedimentos disponíveis na clínica, descritos de forma técnica.
- Conteúdo educativo sobre saúde, prevenção e condições clínicas.
- Coleta de contato por formulário ou canal de mensagem.
- Anúncios pagos no Google, Instagram, Facebook e demais plataformas.
Conteúdo educativo é o formato de melhor desempenho em saúde, e não por acaso. Ele é o que a norma permite com mais folga e também o que o público de alto padrão de São Paulo consome antes de decidir. Um artigo explicando quando uma dor no joelho exige avaliação ortopédica gera mais agendamento qualificado que um anúncio institucional — e não esbarra em nenhuma vedação.
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Falar no WhatsAppO que continua vedado
As restrições recaem sobre a linguagem e o uso de imagens, não sobre o meio de veiculação.
| Elemento | Situação | Base |
|---|---|---|
| Anúncio pago no Google e redes | Permitido | Res. CFM 2.336/2023 |
| Currículo e especialização | Permitido | Res. CFM 2.336/2023 |
| Conteúdo educativo sobre saúde | Permitido | Res. CFM 2.336/2023 |
| Formulário de contato | Permitido | Res. CFM 2.336/2023 |
| Garantia de resultado | Vedado | Res. CFM 2.336/2023 |
| Comparação sensacionalista | Vedado | Res. CFM 2.336/2023 |
| Linguagem comercial excessiva | Vedado | Res. CFM 2.336/2023 |
Resolução CFM nº 2.336/2023. Esta página tem caráter informativo e não substitui orientação jurídica ou consulta ao conselho profissional da categoria.
Vale notar que as plataformas aplicam suas próprias políticas de saúde, muitas vezes mais restritivas que o conselho. Um texto pode estar em conformidade com a resolução e ainda assim ser reprovado pelo Google — são duas camadas independentes.
Como reescrever um anúncio fora da norma
A correção quase sempre é de linguagem, não de conceito. O mesmo serviço pode ser anunciado dentro da regra com um ajuste de formulação.
Exemplos práticos
- Fora: "Resultado garantido em 30 dias" → Dentro: "Avaliação individualizada para definir o plano de tratamento"
- Fora: "A melhor clínica de Moema" → Dentro: "Clínica em Moema especializada em [área], com equipe registrada no CRM-SP"
- Fora: "Promoção: consulta com 50% de desconto" → Dentro: "Agende sua avaliação"
- Fora: "Veja o antes e depois dos nossos pacientes" → Dentro: "Entenda como funciona o procedimento"
- Fora: "Não sofra mais com dor" → Dentro: "Quando a dor persistente exige avaliação especializada"
A regra prática que funciona: substituir promessa por informação e superlativo por especificidade. Onde havia "o melhor", entra a especialidade e o registro profissional. Onde havia garantia de resultado, entra a descrição do processo de avaliação. O anúncio fica em conformidade e, na prática, converte melhor com público que pesquisa antes de decidir.
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Falar no WhatsAppA camada extra das plataformas
Estar de acordo com o conselho não basta para veicular. Google e Meta mantêm políticas próprias para saúde, e o Google em particular exige que o site exiba endereço físico, registro profissional, CNPJ, política de privacidade conforme a LGPD e termos de serviço.
Faltando qualquer um desses itens, a conta entra em revisão e a campanha não roda — independentemente de o texto do anúncio estar impecável do ponto de vista ético. É o motivo mais comum de reprovação que encontramos em diagnósticos de clínicas na Grande São Paulo.
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Perguntas frequentes
Última atualização: julho de 2026.