Corretor de imóveis em São Paulo capta lead por R$ 50 a R$ 200 em mercado competitivo, com resultado já na primeira semana de campanha. Todo anúncio precisa exibir o número do CRECI — a Lei nº 6.530/1978 proíbe divulgação sem ele, e o COFECI exige tamanho mínimo de 25% da fonte do nome.

O que o CRECI exige em qualquer anúncio

A Lei nº 6.530/1978 proíbe que corretores de imóveis veiculem anúncios sem o número de inscrição no CRECI. A Resolução COFECI nº 1.065/2007 detalha como essa identificação deve aparecer: a sigla CRECI seguida do número e da letra "F" para pessoa física ou "J" para pessoa jurídica. O número precisa ter, no mínimo, 25% do tamanho da fonte do nome usado na divulgação. A regra vale para qualquer meio — site, rede social, anúncio pago, placa, cartão e panfleto.

Esse detalhe do tamanho mínimo é o que mais passa despercebido em campanha digital. O corretor coloca o CRECI no rodapé em fonte minúscula e tecnicamente está em desacordo com a resolução, mesmo tendo incluído a informação.

Regras específicas para pessoa física

  • Usar obrigatoriamente as expressões "corretor de imóveis" ou "profissional liberal".
  • Divulgar o nome completo ou abreviado registrado no CRECI.
  • Nunca usar apelido ou pseudônimo na divulgação.
  • Exibir CRECI + número + letra F, com no mínimo 25% do tamanho da fonte do nome.
  • A regra se aplica a todos os meios, incluindo perfil e anúncio em redes sociais.

Quanto custa captar um lead de imóvel

O custo por lead no mercado imobiliário fica entre R$ 50 e R$ 200 em praças competitivas. Levantamentos de mercado de 2026 apontam essa faixa, com o fee de gestão de agência variando de R$ 1.500 a R$ 30.000 mensais conforme o escopo. A amplitude reflete a diferença entre captar interessado em aluguel popular e captar comprador de alto padrão — dois mercados com leilões completamente distintos.

Referências de custo no imobiliário — 2026
ItemFaixa de mercadoObservação
Custo por lead (CPL)R$ 50 – R$ 200Varia por ticket e praça
Fee de gestão mensalR$ 1.500 – R$ 30.000Conforme escopo e canais
Primeiro leadPrimeira semanaTráfego pago tem entrega rápida
Maturação de SEO3 a 6 mesesReduz dependência de leilão
Acréscimo de imposto~12,15%Meta, desde 01/01/2026

Compilado de levantamentos públicos de mercado (Agência Kaizen, aintegrare e agências especializadas em imobiliário, 2026). Valores de referência — não são tabela da Eleva Digital.

A conta que importa não é o custo do lead isolado, e sim quantos leads são necessários para uma venda. Com comissão de imóvel em São Paulo, mesmo um CPL de R$ 200 se paga com folga se a taxa de conversão de lead para visita e de visita para proposta estiver saudável.

O problema é que a maioria dos corretores não mede essas etapas. Sabe quanto pagou pelo lead, mas não sabe quantos viraram visita — o que torna impossível dizer se a campanha está cara ou barata.

Google capta demanda, Meta desperta desejo

Google Ads captura quem já decidiu comprar ou alugar; Meta Ads alcança quem ainda não decidiu. A busca por "apartamento 2 dormitórios Tatuapé" indica intenção formada e proximidade da decisão. Já o feed do Instagram atinge quem se incomoda com o imóvel atual mas ainda não iniciou a procura — demanda latente que precisa ser despertada visualmente.

Essa diferença define o papel de cada canal e o erro mais caro do setor: usar Meta esperando conversão imediata, ou usar apenas Google e ignorar todo o público que ainda vai decidir nos próximos meses.

Para lançamento, o Meta costuma pesar mais, porque o produto ainda não é procurado por nome. Para imóvel pronto em região específica, o Google entrega lead mais qualificado e mais rápido.

Quer saber o que faria sentido no seu caso? O diagnóstico da Eleva Digital é gratuito e sai com número, não com promessa.

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O funil que funciona em imóveis

Imóvel tem ciclo de decisão longo — meses, não dias. Campanha de conversão direta isolada entrega lead frio e desperdiça a maior parte da verba.

  • Topo (Meta) — reconhecimento e tráfego para conteúdo ou landing page com oferta leve.
  • Meio (Meta + remarketing) — nutrição por sequência de anúncios para quem já interagiu.
  • Fundo (Google) — busca para capturar quem chegou à intenção de contato imediato.
  • Reengajamento — lista de quem visitou e não converteu, trabalhada por semanas.
  • Base própria — WhatsApp e e-mail para quem já demonstrou interesse em outro imóvel.

Tráfego pago entrega lead na primeira semana; SEO leva de 3 a 6 meses para maturar. Essa diferença de velocidade define o papel de cada frente. O pago sustenta o fluxo imediato de contatos e permite testar quais imóveis e mensagens convertem. O orgânico reduz a dependência de leilão ao longo do tempo, o que importa cada vez mais conforme o custo de mídia sobe.

O imposto de 12,15% que encareceu 2026

Desde 1º de janeiro de 2026, a Meta repassa aos anunciantes brasileiros cerca de 12,15% em impostos que antes absorvia. A composição inclui PIS/COFINS de até 9,25% e ISS de aproximadamente 2,9%. CBS (0,9%) e IBS (0,1%) já constam da fatura, mas apenas para teste em 2026. O Google Ads deve repassar custos equivalentes de forma progressiva.

Para o corretor, o impacto é direto: um CPL de R$ 120 passa a custar cerca de R$ 135 sem que nada tenha mudado na campanha. Em operação de volume, isso muda a viabilidade de imóveis de ticket menor.

A resposta correta não é cortar verba — isso reduz dados e piora a otimização. É melhorar a qualificação do lead que já chega, porque o desperdício em imobiliário está muito mais no atendimento que na mídia.

Por que a maioria dos leads não responde

A queixa mais comum de corretor sobre tráfego pago é a qualidade do lead. Na maior parte dos casos, o problema não é o lead — é o que acontece depois que ele chega.

Em imóveis, a janela de resposta é curta porque o interessado contata vários corretores na mesma sessão. Quem responde primeiro entra na conversa; quem responde horas depois disputa com alguém que já agendou visita. Isso torna o tempo de resposta uma variável de conversão mais determinante que a segmentação da campanha — e é onde a maioria das operações perde volume sem perceber.

O segundo fator é a promessa do anúncio. Anúncio que mostra imóvel de alto padrão para atrair clique barato traz contato que não tem poder de compra. O lead parece ruim, mas foi a campanha que o selecionou errado.

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O que muda em São Paulo

São Paulo é o mercado imobiliário mais competitivo do país, e isso se reflete no leilão de mídia. Mas a cidade também é fragmentada o suficiente para que o recorte regional funcione muito bem.

Segmentação por bairro entrega lead melhor que segmentação por cidade em imobiliário. Quem procura imóvel decide por região antes de decidir por imóvel — a escolha começa no bairro, pela proximidade do trabalho, da escola ou da família. Campanha configurada para "São Paulo" compete com toda a cidade e atrai contato de quem nunca compraria naquela zona.

Na prática, um corretor que atua em Alphaville, Tatuapé ou Moema deveria ter campanha e criativo próprios para cada praça. O custo por lead cai e a taxa de visita sobe, porque a mensagem fala do lugar que o interessado já escolheu.

Erros que queimam verba em imobiliário

Estes são os padrões que mais aparecem em diagnósticos de operação imobiliária.

  • Anúncio sem CRECI ou com fonte pequena demais — em desacordo com a Lei nº 6.530/1978 e a Resolução COFECI 1.065/2007.
  • Campanha para São Paulo inteira — o interessado decide por bairro, não por cidade.
  • Só campanha de conversão — ignora o ciclo longo e perde quem decidiria em três meses.
  • Demora na resposta — o interessado contata vários corretores na mesma sessão.
  • Criativo de alto padrão para captar barato — traz contato sem poder de compra.
  • Não medir de lead a visita — sem isso é impossível saber se o CPL está caro.

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📖 Continue lendo: O que o COFECI exige na publicidade do corretor

Perguntas frequentes

Sim, é obrigatório. A Lei nº 6.530/1978 proíbe anúncio sem o número de inscrição, e a Resolução COFECI nº 1.065/2007 exige a sigla CRECI seguida do número e da letra F (pessoa física) ou J (pessoa jurídica), com no mínimo 25% do tamanho da fonte do nome.
Entre R$ 50 e R$ 200 em praças competitivas, segundo levantamentos de mercado de 2026. A faixa varia conforme o ticket do imóvel e a região — alto padrão custa mais caro por lead, mas a comissão compensa com folga.
Funciona, desde que a campanha seja concentrada em uma região e um perfil de imóvel. Corretor autônomo com verba limitada e campanha ampla compete com imobiliárias grandes e perde. Com recorte de bairro, a disputa fica viável.
Os dois, com papéis diferentes. Google captura quem já decidiu procurar — intenção formada e conversão mais rápida. Meta alcança quem ainda não decidiu e é essencial para lançamento, onde o produto ainda não é buscado por nome.
Na maioria dos casos por demora na resposta. O interessado contata vários corretores na mesma sessão e segue com quem respondeu primeiro. O segundo motivo é anúncio que promete algo diferente do que se oferece, atraindo contato sem perfil de compra.
Tráfego pago costuma entregar os primeiros leads já na primeira semana. Mas venda de imóvel tem ciclo longo — o intervalo entre o primeiro contato e o fechamento pode levar meses, o que exige nutrição e não apenas captação.
Não, mas encarece cerca de 12%. Um CPL de R$ 120 passa a custar aproximadamente R$ 135. Cortar verba piora o resultado; o caminho é melhorar a qualificação e o tempo de resposta, onde há mais desperdício que na mídia.
Vale, mas a conta é diferente. A comissão de locação é menor, então o CPL aceitável também é. Campanhas de aluguel exigem volume e agilidade, enquanto venda suporta CPL mais alto e ciclo mais longo.
Revisado por: Equipe Eleva Digital — Especialistas em Tráfego Pago para o Mercado Imobiliário, atendendo empresas de São Paulo e Grande SP.
Última atualização: julho de 2026.
Sobre os valores citados: as faixas apresentadas são referências públicas de mercado, compiladas de levantamentos de terceiros. Não representam a tabela de preços da Eleva Digital, que define investimento por escopo após diagnóstico.